Documentos

Cartas, recortes de imprensa e outros papéis do arquivo.

Nota autobiográfica de Carlos Wallenstein (1981)

Nota autobiográfica de Carlos Wallenstein, 1981, página 1
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Nota autobiográfica de Carlos Wallenstein, 1981, página 2
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Carlos Manuel Wallenstein dos Santos Teixeira nasceu, de famílias burguesas e aristocráticas, em Ponta Delgada (Açores) às 5h. e 20m. do dia 4 de Novembro de 1926.

Frequentou o Liceu Nacional de Antero de Quental na sua cidade natal e as Faculdades de Direito e de Letras (Ciências Histórico-Filosóficas) nas Universidades de Lisboa e de Coimbra.

A partir de 1943 CW aparece colaborando com poesia, ficção e artigos em diversos órgãos de imprensa local, v.g. em A ILHA, jornal em que então se manifestava um movimento literário e social em que interviram, nomeadamente, alguns jovens em serviço militar no arquipélago e que se cotaram nas letras portuguesas, como Joel Serrão e Egito Gonçalves.
A poesia de CW tinha nesse tempo por principal interesse [palavra ilegível, riscada à máquina] os dados que lhe oferecia a vida das ilhas.
Daí evoluiu, quando em contacto com outras realidades, tendo sido particularmente influenciado pelos movimentos surrealistas.

A dedicação de CW à poesia manifestou-se também pela realização de recitais que durante vários anos efectuou em diversas regiões do país, com o objectivo de expandir o amor pela poesia e o conhecimento da sua expressão contemporânea.

Sem ter nunca deixado de cultivar a literatura, nomeadamente através do conto, CW abraçou a carreira do teatro, alcançando notoriedade como actor, encenador e autor, com extensão à rádio, [ópera, acrescentado à mão] cinema, e televisão.
Desde 1948 [leitura incerta: 1943/1948] a 1963 participou em movimentos de teatro estudantil, experimental e profissional, parecendo ter-se programaticamente orientado para a renovação do teatro e sua adequação à sociedade contemporânea.
Em 1978 foi director de Teatro Popular-Companhia Nacional I, baseada neste objectivo, cargo em que se manteve apenas durante sete meses por incompatibilidade com as orientações dos departamentos estatais para a cultura.

Publicou diversos discos de poesia (Sassetti, 1973/74): Camões (LP), Antologia da Poesia Contemporânea (álbum, 2LP), Almada (LP).

Em 1963 ingressou nos quadros da Fundação Calouste Gulbenkian, onde actualmente é Assistente de Direcção, chefiando um departamento de teatro e assegurando, como Secretário Executivo, o Levantamento Cultural do País.

Publicou "Cinco Histórias sem Classificação Especial" (Contraponto, 1953), contos, e "Teoria da Tributação", poesia, (Sociedade de Expansão Cultural, 1966), livros há muito esgotados.
Em jornais e revistas tem publicado poesia, contos, artigos e ensaios.

Ponta Delgada, 20 de Abril de 1981

Datiloscrito de duas páginas, escrito em Ponta Delgada a 20 de Abril de 1981. É a fonte de muitas entradas da Cronologia e da Biografia. Transcrição fiel, com a ortografia e a pontuação do original; as notas entre parênteses rectos são do transcritor. Arquivo familiar.

Cinco Histórias sem Classificação Especial (1953)

O primeiro livro de Carlos Wallenstein: a capa do exemplar n.º 442 e o «Do Autor», onde anuncia projectos futuros. Sobre as edições, ver Obra.

Capa de Cinco Histórias sem Classificação Especial, Contraponto
Capa de Cinco Histórias sem Classificação Especial (Contraponto, 1953): exemplar n.º 442, assinado pelo autor. Arquivo familiar.
Página Do Autor de Cinco Histórias sem Classificação Especial, Lisboa, Maio de 1953
«Do Autor», Lisboa, Maio de 1953, com a assinatura de Carlos Wallenstein no exemplar n.º 442. Transcrição: «Este é o primeiro livro que o Autor publica. E embora nenhum outro esteja ainda no prelo, o Autor julga poder prometer para breve diversos trabalhos que desde agora, com vénia, encomenda aos senhores editores e excelentíssimo público. Assim, já escreveu O Autor, as Personagens e a Justiça, peça anti-realista em três actos que aguarda diversas oportunidades de ser representada em teatros de Portugal e do estrangeiro; e escreveu também A Carta e o Mundo que, por ser tragédia, certamente não agradará aos empresários teatrais, que preferem o riso à desgraça (e têm muita razão). Num destes domingos mais próximos e mais inúteis começará a escrever uma farsa digna sobre Bandarra-Profeta, o mais português de todos os heróis. Entretanto vai pensando numa comédia chamada O Sr. Tristão que tentará colocar num dos teatros do Parque-Mayer. Tem em preparação outro livro de histórias, um romance insulano, um volume processual chamado Manual do Perfeito Apanhador de Beatas e um livro de poemas que já foi anunciado com o título de Poemas do Amor e do Ódio, o qual título, por o desgostar, mudará na devida altura. Estas coisas imensas preocupam muito o Autor. Por isso todas as manhãs invoca Ésquilo e repete com o pânico da vizinhança a célebre frase das Coéforas: “Os deuses, se quiserem, podem transformar estas lágrimas em gritos de alegria”.» O «volume processual» é o Manual do Perfeito Apanhador de Beatas, cujo dactiloscrito original se mostra ao lado; O Autor, as Personagens e a Justiça figura no volume de Teatro das Obras Completas. Arquivo familiar.
Dactiloscrito Manual do Perfeito Apanhador de Beatas, 4-1-52
Manual do Perfeito Apanhador de Beatas, dactiloscrito com emendas manuscritas, datado 4-1-52, com dedicatória «a Charles Chaplin». Primeira página: índice e «alíneas» de uma paródia de manual; sobrevivem quatro dos sete artigos do articulado (8 páginas). Em 1953, no «Do Autor» de Cinco Histórias, Carlos Wallenstein anuncia-o como «volume processual» em preparação (ver o «Do Autor», acima). Arquivo familiar. Ler onlineDescarregar PDF

O Amor das Três Laranjas

A dedicatória liga à família (ver Fotografias e Origens e família). Sobre a edição, ver Obra.

Página Dois actos imaginados sobre prodígios que em criança as Evangelinas me contaram nas Furnas
Dedicatória de O Amor das Três Laranjas: «Dois actos imaginados sobre prodígios que em criança as Evangelinas me contaram nas Furnas (Açores), “factos” provados da tradição popular.» As «Evangelinas» são a avó, Evangelina Maria Simões Teixeira, e uma criada idosa com o mesmo nome; ver o retrato de grupo de 1952 e a página Origens e família. Arquivo familiar.

Originais de teatro

Frontispício do original dactilografado de O Impostor Geral
Frontispício do original de O Impostor Geral: «Versão livre, musicada, em dois actos e 13 quadros, da comédia de Nicolau Gogol O Inspector Geral, por Francisco Mata e Carlos Wallenstein, com música de Jorge Costa Pinto.» Exemplar dactilografado do acervo do Museu Nacional do Teatro e da Dança, reproduzido no DramaOnline.

Correspondência

Cartas recebidas por Carlos Wallenstein, do arquivo de família. Reproduzem-se por decisão dos herdeiros; os direitos de autor pertencem aos remetentes ou aos seus herdeiros. Quem tiver reparos ou pedir a sua retirada pode contactar-nos (ver Direitos e utilização).

Carta manuscrita de Almada Negreiros a Carlos Wallenstein, 31-10-1966
Carta de Almada Negreiros a Carlos Wallenstein, 31-10-1966. Cartão manuscrito, frente e verso. Fala do filho Pedro, que o visitou com um recado de Maria, a pedir a carta combinada para o Bispo de Damasco; envia a morada e o cartão de apresentação (verso), pede notícias «para o andamento dos vitrais» e deseja boa viagem «por essas admiráveis paragens». Liga-se ao papel de Carlos Wallenstein como representante da Fundação Calouste Gulbenkian no Médio Oriente, a propósito do restauro e dos novos vitrais da catedral de Damasco. Arquivo familiar. Carta de Almada Negreiros.
Fotografia de um prelado com outro homem num campo, e cartão manuscrito com a morada de Mgr. Abdula Rahal
Fotografia e verso do cartão, anexos à carta. Todo o texto manuscrito é de Almada Negreiros, incluindo a morada de Mgr. Abdula Rahal, Vigário-geral do Arcebispo Sírio Católico de Damasco, e a nota «Foi a condessa de Caminha quem me deu a morada pois perdi ou deixei-a na quinta o cartão.» A fotografia foi junta pelo próprio Almada, talvez para documentar um encontro. Arquivo familiar.
Carta de Fernando Namora a Carlos Wallenstein, 30-X-66, primeira página
Carta de Fernando Namora a Carlos Wallenstein, Lisboa, 30-X-66 (p. 1). Agradece o livro recebido «em maré de estafas» (Teoria da Tributação, publicado nesse ano). Arquivo familiar. Carta de Fernando Namora.
Carta de Fernando Namora a Carlos Wallenstein, 30-X-66, segunda página
Segunda página. Termina: «É belo. Bravo. Com o abraço de Fernando Namora.» Arquivo familiar. Carta de Fernando Namora.

Fundação Calouste Gulbenkian: Bagdad (1966)

Duas cartas de 1966 que ajudam a situar a presença de Carlos Wallenstein em Bagdad (ver a fotografia em Babilónia e a Cronologia). Documentos reproduzidos de História das Exposições (outro documento), da Fundação Calouste Gulbenkian.

Carta manuscrita de Bagdad, 29 de Setembro de 1966, a Wallenstein Teixeira
Carta de Bagdad, 29-9-1966, a «Wallenstein Teixeira» (p. 1). Dá as informações pedidas sobre o teatro (Khuld Hall) e o Art's Centre, tendo estado com o Dr. al-Shibli e com Akram Shukri (director-geral das exposições), e prepara a vinda do coro e orquestra. Segundo a Fundação, é de Robert Chester Smith. Fundação Calouste Gulbenkian.
Carta manuscrita de Carlos Wallenstein, Paris, 5 de Dezembro de 1966
Carta de Carlos Wallenstein ao «Senhor Director» (Artur Nobre de Gusmão), Paris, 5-12-1966 (p. 1). Responde ao telex sobre a data do fecho da Exposição de Bagdad (20 de Novembro): as exposições em Bagdad costumam estar abertas cerca de uma semana e no dia 22 começava a montagem de outra, dos japoneses, na mesma sala. Refere a desmontagem e expedição dos quadros e de seis obras de artistas iraquianos adquiridas pela Fundação. Fundação Calouste Gulbenkian.

Fundação Calouste Gulbenkian: André Acquart

Apontamento do Serviço de Belas-Artes sobre André Acquart, 28 de Março de 1972
Apontamento do Serviço de Belas-Artes (INF. n.º 98/72), Lisboa, 28 de Março de 1972, assinado por Carlos Wallenstein e dirigido a José de Azeredo Perdigão. Sobre o cenógrafo André Acquart, que criou, a convite da Fundação, dois cenários para o Grupo Gulbenkian de Bailado em Novembro de 1970 (Homenagem a Gesualdo e Três Poemas e Poslúdio), propõe que, além da exposição de maquetes, se exponha o objecto de ferro e madeira criado para Três Poemas e Poslúdio. Fundação Calouste Gulbenkian; documento reproduzido de História das Exposições.
Vista da exposição Cenários e Figurinos de André Acquart, com uma esfera transparente e figuras de tecido
Vista da exposição Cenários e Figurinos de André Acquart, a que o apontamento se refere, no Edifício Sede da Fundação (inaugurada a 8 de Junho de 1973; iniciativa da Embaixada de França; organização dos Serviços de Belas-Artes e de Exposições e Museografia). Arquivo da Fundação Calouste Gulbenkian; fotógrafo não indicado.

Encenação: Serrana

Partitura de canto e piano de Serrana, drama lírico de Alfredo Keil (versos de Henrique Lopes de Mendonça), com carimbo do Arquivo Musical do Teatro Nacional de S. Carlos, usada por Carlos Wallenstein nas suas encenações: tem notas de encenação a verde e um texto dactilografado de reflexão sobre o trabalho (talvez um esboço para o programa de S. Carlos; por confirmar).

Capa da partitura de Serrana, de Alfredo Keil
Capa da partitura de Serrana (Alfredo Keil), com carimbo do Teatro Nacional de S. Carlos. Arquivo familiar.
Texto dactilografado de reflexão sobre a encenação
Texto dactilografado de reflexão sobre o trabalho de encenação. Arquivo familiar. Data por confirmar.
Página da partitura de Serrana com anotações
Página da partitura com marcações. Arquivo familiar.
Notas de encenação a verde sobre uma página de partitura
Notas de encenação, a verde. Arquivo familiar.

Programa de Marat/Sade (Comuna, 1984)

Capa do programa de Marat, da Comuna – Teatro de Pesquisa
Programa de Marat (Peter Weiss), Comuna – Teatro de Pesquisa. Ante-estreia a 24 de Abril de 1984. Arquivo familiar.
Ficha técnica e elenco do programa de Marat
Ficha artística: «Marquês de Sade — Carlos Wallenstein». Versão portuguesa de Abel Neves, a partir da tradução de Luís Vasco; encenação de João Mota; música de Eduardo Pais Mamede. Arquivo familiar.

Programas de espectáculos: Teatro Popular e Gulbenkian

Dois testemunhos ligados aos dois grandes cargos de Carlos Wallenstein no teatro: a direcção do Teatro Popular – Companhia Nacional I (1978) e o trabalho na Fundação Calouste Gulbenkian (1963–1990). Ver a Cronologia.

Jesus Cristo em Lisboa (Teatro Popular)

Programa de Jesus Cristo em Lisboa, capa e ficha técnica
Programa de Jesus Cristo em Lisboa, tragicomédia em duas partes de Alexandre O'Neill e Mendes de Carvalho, inspirada na obra homónima de Raul Brandão e Teixeira de Pascoaes. Encenação: Carlos Wallenstein e Norberto Barroca; assistente de encenação, Paulo Lucena; cenários, Fernando Conduto; música, José Luís Tinoco; figurinos, José Costa Reis; coreografia, António Rodrigues. Arquivo familiar. Espectáculo de 1978; existe registo na RTP Arquivos.
Texto do director do Teatro Popular, páginas interiores do programa
Texto de Carlos Wallenstein, «Director do Teatro Popular | Companhia Nacional 1», nas páginas interiores. Começa: «Fui convidado pelo Director-Geral de Espectáculos a elaborar o projecto que permitisse a concretização de uma companhia nacional de teatro popular…» e termina com Jesus Cristo em Lisboa como «o primeiro trabalho do Teatro Popular»: «Teatro Popular será aquilo de que formos capazes; e também o que o público souber de nós exigir, se os seus apelos soarem no caminho de um teatro integrado socialmente, socialmente eficaz e desejado.» Ver o interesse dele pelo teatro popular em 1972 (Auto da Floripes) e a sua biografia. Arquivo familiar.

Tchiloli (Fundação Calouste Gulbenkian)

Personagens mascaradas do Tchiloli de S. Tomé
Personagens do Tchiloli ou Tragédia do Marquês de Mântua e do Imperador Carloto Magno, por Formiguinha da Boa Morte (S. Tomé), espectáculo que a Fundação trouxe a Lisboa em 1973 no Ciclo de Teatro Popular Tradicional (Gulbenkian, com vídeo). Fotografia reproduzida de um programa de uma apresentação posterior; fotógrafo por identificar. Ver Cronologia e Auto da Floripes. Arquivo familiar.
Recorte do Diário de Lisboa, 17 de Junho de 1988, Cantar e representar, de Mário Vieira de Carvalho
Mário Vieira de Carvalho, «Cantar e representar», Diário de Lisboa, 17-6-1988 (a data lê-se no recorte e o texto fala do centenário de Pessoa). A crítica refere o «concerto à hora do almoço» no Centro de Arte Moderna (ACARTE), com a soprano Lúcia Lemos e o contrabaixista Pedro Wallenstein, «jovens artistas de grande qualidade». Sobre Carlos Wallenstein: «preferiu não assumir oficialmente um trabalho que considerou de meros conselhos a uma jovem debutante, mas mostrou, com a economia de meios de quem tem profundo conhecimento do seu ofício, como o teatro é decisivo para se cantar bem.» Um exemplo do trabalho discreto, quase anónimo, com que orientava jovens artistas da família. Os sublinhados a azul são do recorte original. Arquivo familiar. Recorte reproduzido com intuito documental; o direito de autor do artigo pertence ao autor e ao jornal.

Censura e «Bufos»

A Censura do Estado Novo e a vigilância da polícia política (os «bufos» eram os informadores) acompanharam a vida profissional de Carlos Wallenstein.

Cópia de uma informação policial de 18-5-1951 sobre Carlos Wallenstein
Cópia de uma informação policial de 18-5-1951 (Coimbra, «P.C.P. – Coimbra, 6 indivíduos»), que o descreve como «comunista», «ex-estudante de Coimbra, onde militou no M.U.D. Juvenil», «fácil de referenciar pela sua estatura forte, grande cabeleira e óculos muito grossos». Referência «Proc. 175-S.R./48» (leitura a confirmar). Carimbo do Arquivo Nacional Torre do Tombo; cota por confirmar.
Recorte de jornal sobre televisão a cores
Recorte de imprensa sobre a primeira transmissão directa de televisão a cores entre Paris e Madrid, com o carimbo da Censura e riscado a azul. Jornal e data por identificar. Arquivo familiar.

Uma curiosidade: as «comunicações espíritas» de 1952

Um episódio privado, mas revelador das relações criativas e dos métodos do meio surrealista de Cesariny, Manuel de Lima, Luís Pacheco e outros, como a escrita automática e o cadavre exquis: numa pasta com a etiqueta «Comunicações espíritas em 1952 (R. Martens Ferrão)», Carlos Wallenstein guardou as folhas de sessões em que actuava como «médium escrevente», «com a presença sempre de Mário Cesariny de Vasconcelos, Manuel de Lima (do grupo surrealista) e às vezes Luís Pacheco e outras pessoas». As mensagens, a lápis, assinam-se «Pitt». Junta-se um dactiloscrito humorístico da mesma época. O conjunto está em estudo.

Pasta amarela com etiqueta Comunicações espíritas em 1952
A pasta e a etiqueta manuscrita. Arquivo familiar.
Folha manuscrita a lápis assinada Pitt, datada 24/1/53
Mensagem assinada «Pitt», 24/1/53. Arquivo familiar. Lápis, de leitura difícil.
Folha manuscrita a lápis assinada Pitt
Outra mensagem assinada «Pitt». Arquivo familiar.
Folha manuscrita a lápis, mensagem espírita
Outra folha da série. Arquivo familiar.
Dactiloscrito John Harving Riff ou O Nome que lhe Apeteceu, página 1
John Harving Riff ou O Nome que lhe Apeteceu, dactiloscrito, página 1, com a secção «Um comboio com pés». O próprio «Pitt» fala: «De resto, eu, Pitt, evito aqui usar magia, que agrada a espíritos mais supersticiosos do que vocês.» Arquivo familiar. Data por confirmar; ligado ao dossiê de 1952.
Dactiloscrito John Harving Riff, página 2
Página 2 e final: uma reflexão poética sobre as revelações, que termina: «A solução dada por Shakespear é a morte. Quem acredita nisso?» Arquivo familiar.

Seguir-se-ão mais manuscritos, correspondência, esboços e projectos, à medida que forem digitalizados. Procuramos também anúncios, cartazes e recortes de imprensa de estreias de filmes e espectáculos (por exemplo, de O Dinheiro dos Pobres, 1956). Se tem documentos para partilhar, veja Contribua.